Projeto “A Luta é Florescer” estreia com sucesso e movimenta a Vila Nhocuné
Exposição, música, bate-papo e capoeira marcaram a abertura do projeto no Centro Cultural Viela em Dia de Lua, na Zona Leste de São Paulo
A estreia do projeto “A Luta é Florescer” foi um sucesso neste domingo (16), no Centro Cultural Viela em Dia de Lua, na Vila Nhocuné, Zona Leste de São Paulo. A programação reuniu público, artistas, pesquisadores e moradores em uma tarde de celebração da cultura, da ancestralidade e da resistência.
Realizada pela Sá Menina Plataforma de Artes, a abertura mostrou a força de uma iniciativa construída a partir do território e de suas histórias. O público acompanhou a exposição “A Várzea Que Me Ensina”, uma roda de conversa sobre futebol de várzea e resistência negra, o show “Gama no Baile”, de Renato Gama, e a apresentação dos alunos e alunas de capoeira do Centro Cultural Viela em Dia de Lua.
A exposição, com curadoria de Paulo Rafael, Dizão e Renato Gama, apresentou registros fotográficos dos campos de várzea da Vila Nhocuné e região, destacando o futebol como espaço de convivência, transmissão de saberes, memória e pertencimento.
O debate reuniu Roberta Pereira da Silva, Nego Marcos e Paulo Rafael, que compartilharam experiências e reflexões sobre futebol de várzea, comunidade, identidade e resistência negra.
Na música, Renato Gama levou ao palco “Gama no Baile”, trabalho inspirado nos tradicionais Bailes Black e em sua importância para a história da música, da dança e da cultura negra brasileira.
A capoeira encerrou a programação com a participação dos alunos e alunas do Centro Cultural Viela em Dia de Lua, coordenados pelo professor Marcelo, o Tartaruga.
A abertura bem-sucedida deu início à programação que o projeto desenvolverá ao longo do semestre, fortalecendo o Centro Cultural Viela em Dia de Lua como espaço de encontro, criação, memória e circulação da produção artística da comunidade.
A Luta é Florescer segue agora com a proposta de transformar arte, ancestralidade e convivência em caminhos para fortalecer vínculos e manter vivas as histórias do território.


