Galeria Marília Razuk apresenta mostra da artista Lúcia Pizzani
A partir de 1º de agosto, a Galeria Marília Razuk inaugura “Guardianas Y Serpientes”, primeira exposição individual da artista venezuelana Lucía Pizzani no Brasil. A mostra reúne obras inéditas produzidas a partir de uma residência artística em Ilhabela, no litoral paulista, e apresenta um novo desdobramento da pesquisa da artista sobre natureza, ancestralidade e os ciclos da vida.
Reconhecida por uma produção que aproxima arte, ciência e imaginários ancestrais, Pizzani tem na natureza sua principal fonte de investigação. Sua prática dialoga com estudos em biologia da conservação e explora as relações entre seres humanos e não humanos, combinando materiais naturais, elementos simbólicos e referências culturais de diferentes tradições.
Para sua estreia no circuito brasileiro, a artista voltou o olhar para a Mata Atlântica, um dos biomas mais ricos e ameaçados do planeta. Durante um período de imersão em Ilhabela, ela coletou argila, plantas e outras matérias-primas da região, incorporando esses elementos à criação de esculturas e imagens que aprofundam sua pesquisa sobre metamorfose, regeneração e interdependência entre todas as formas de vida.
O título da exposição evoca duas figuras carregadas de simbolismo: a guardiã e a serpente. Nesse universo concebido por Pizzani, o espaço expositivo transforma-se em um território de passagem entre o mundo físico e o imaterial, onde figuras femininas míticas ganham forma por meio de esculturas que investigam proteção, transformação e continuidade.
A serpente ocupa um lugar central na mostra. Presente em diversas culturas ancestrais, ela é um dos símbolos mais antigos da humanidade e está associada à renovação e aos ciclos naturais graças à sua capacidade de trocar de pele. No Ocidente, aparece no bastão de Asclépio, emblema da medicina e símbolo de cura e sabedoria. Já a imagem da ouroboros — a serpente que morde a própria cauda — representa o infinito e a união entre fim e começo. Em diferentes tradições, a serpente também é vista como guardiã de passagens e transformações, simbolizando o movimento constante entre diferentes estados da existência.
O deslocamento também marca a trajetória de Lucía Pizzani. Nascida na Venezuela, a artista viveu entre a Europa, a América do Norte e seu país de origem, experiência que influenciou profundamente sua produção. Em sua obra, a natureza deixa de ser apenas tema para tornar-se um espaço de pertencimento e investigação, funcionando como um arquivo vivo onde memórias pessoais se encontram com a história da humanidade e dos ecossistemas.
Em “Guardianas Y Serpientes”, essa relação ganha novos contornos a partir do encontro com a Mata Atlântica. As obras estabelecem um diálogo entre território, matéria e mito, convidando o público a refletir sobre a fragilidade dos ecossistemas, a potência dos saberes ancestrais e a necessidade de reconhecer a interdependência entre todas as formas de vida.
Serviço
Exposição: “Guardianas Y Serpientes”
Artista: Lucía Pizzani
Texto curatorial: Camila Bechelany
Abertura: sábado, 1º de agosto, das 11h às 16h
Visitação: de 1º de agosto a 5 de setembro
Local: Galeria Marília Razuk
Rua Jerônimo da Veiga, 131
Horário de funcionamento: segunda a sexta, das 10h30 às 19h; sábado, das 11h às 16h
Entrada gratuita.
A partir de 1º de agosto, a Galeria Marília Razuk inaugura “Guardianas Y Serpientes”, primeira exposição individual da artista venezuelana Lucía Pizzani no Brasil. A mostra reúne obras inéditas produzidas a partir de uma residência artística em Ilhabela, no litoral paulista, e apresenta um novo desdobramento da pesquisa da artista sobre natureza, ancestralidade e os ciclos da vida.
Reconhecida por uma produção que aproxima arte, ciência e imaginários ancestrais, Pizzani tem na natureza sua principal fonte de investigação. Sua prática dialoga com estudos em biologia da conservação e explora as relações entre seres humanos e não humanos, combinando materiais naturais, elementos simbólicos e referências culturais de diferentes tradições.
Para sua estreia no circuito brasileiro, a artista voltou o olhar para a Mata Atlântica, um dos biomas mais ricos e ameaçados do planeta. Durante um período de imersão em Ilhabela, ela coletou argila, plantas e outras matérias-primas da região, incorporando esses elementos à criação de esculturas e imagens que aprofundam sua pesquisa sobre metamorfose, regeneração e interdependência entre todas as formas de vida.
O título da exposição evoca duas figuras carregadas de simbolismo: a guardiã e a serpente. Nesse universo concebido por Pizzani, o espaço expositivo transforma-se em um território de passagem entre o mundo físico e o imaterial, onde figuras femininas míticas ganham forma por meio de esculturas que investigam proteção, transformação e continuidade.
A serpente ocupa um lugar central na mostra. Presente em diversas culturas ancestrais, ela é um dos símbolos mais antigos da humanidade e está associada à renovação e aos ciclos naturais graças à sua capacidade de trocar de pele. No Ocidente, aparece no bastão de Asclépio, emblema da medicina e símbolo de cura e sabedoria. Já a imagem da ouroboros — a serpente que morde a própria cauda — representa o infinito e a união entre fim e começo. Em diferentes tradições, a serpente também é vista como guardiã de passagens e transformações, simbolizando o movimento constante entre diferentes estados da existência.
O deslocamento também marca a trajetória de Lucía Pizzani. Nascida na Venezuela, a artista viveu entre a Europa, a América do Norte e seu país de origem, experiência que influenciou profundamente sua produção. Em sua obra, a natureza deixa de ser apenas tema para tornar-se um espaço de pertencimento e investigação, funcionando como um arquivo vivo onde memórias pessoais se encontram com a história da humanidade e dos ecossistemas.
Em “Guardianas Y Serpientes”, essa relação ganha novos contornos a partir do encontro com a Mata Atlântica. As obras estabelecem um diálogo entre território, matéria e mito, convidando o público a refletir sobre a fragilidade dos ecossistemas, a potência dos saberes ancestrais e a necessidade de reconhecer a interdependência entre todas as formas de vida.
Serviço
Exposição: “Guardianas Y Serpientes”
Artista: Lucía Pizzani
Texto curatorial: Camila Bechelany
Abertura: sábado, 1º de agosto, das 11h às 16h
Visitação: de 1º de agosto a 5 de setembro
Local: Galeria Marília Razuk
Rua Jerônimo da Veiga, 131
Horário de funcionamento: segunda a sexta, das 10h30 às 19h; sábado, das 11h às 16h
Entrada gratuita.
