BIOFONOGRAMA, Péricles Cavalcanti
O cantor, compositor e instrumentista carioca/paulistano Péricles Cavalcanti apresenta seu mais novo álbum, BIOFONOGRAMA, com lançamento marcado para 2 de julho de 2026 em todas as plataformas de streaming. O título do trabalho sintetiza a proposta central do disco: canções que nascem de experiências autobiográficas e de uma escuta atenta do mundo contemporâneo.
São onze faixas inéditas e uma regravação – “Aconteceu”, originalmente gravada por Adriana Calcanhotto, agora em versão de Péricles Cavalcanti, com arranjo de Bruno Serroni e participação especial de Cristina Branco.
BIOFONOGRAMA transita por gêneros que vão do blues ao samba, do folk à canção italiana, sempre preservando a assinatura lírica e reflexiva do compositor. Segundo o artista, todas as canções devem sua motivação principal “a situações vivenciadas ou compartilhadas com todos nestes nossos tempos tão complexos e difíceis”.
“Ésquilo”, uma das composições mais recentes, é inspirada na apreensão diante de conflitos mundiais e na leitura da tragédia Os Persas, do dramaturgo grego (século V a.C.), que dá voz aos perdedores da batalha de Salamina. As relações amorosas ganham destaque em “Blues do Amor Demais” (com belo trompete de Luiz Claudio Faria) e em “Nas Suas Pernas”. O erotismo mais explícito aparece em “Pagode Gastronômico”, que aproxima o compositor do universo de Dorival Caymmi.
Parcerias nacionais e internacionais
Péricles teve colaborações de peso. O músico Pipo Pegoraro (coprodutor e parceiro em “Menina Levada”) assina arranjos de bateria e baixo. “Menina Levada (na Pisada)” traz também a sanfona de Gabriel Levy. Guilherme Held arranjou e tocou as guitarras de “Amor e Ralação (Viva a Vida!)”. A vocalista Kika Carvalho participa de quatro faixas: as duas citadas, “Bala de Prata” e “The Open Door”, uma parceria com Rudyard Kipling
O sax-soprano de Marcelo Monteiro enriquece “Come Si Fa Un Grande Amore”, canção escrita em italiano. Monteiro também assina o arranjo de flauta e sax-barítono em “Bala de Prata”. Já Bruno Serroni escreveu os arranjos e tocou violoncelo em “Fração de Segundo” (a mais filosófica do disco) e “Aconteceu”.
Destaque para a presença da grande Cristina Branco, reconhecida mundialmente como uma das principais embaixadoras do fado e da música tradicional portuguesa. Com quase 30 anos de carreira e cerca de 19 álbuns, sua abordagem artística funde as raízes profundas do fado com influências do jazz, da bossa nova e da literatura.
Para Péricles Cavalcanti, BIOFONOGRAMA é seu trabalho mais diversificado em repertório, sonoridades e formatos, mas também o que se desenvolve com o conceito mais coerente em relação às suas influências, habilidades, estilo e biografia.
