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Companhia de Teatro Heliópolis abre inscrições para oficinas gratuitas de dança e corpo

A Companhia de Teatro Heliópolis está com inscrições abertas para duas oficinas de formação gratuitas. Artista da dança e do corpo, Janette Santiago ministra a oficina de dança Experimentos Afro Corpóreos – Diálogos com o Tempo, entre os dias 3 de março e 29 de maio, às quartas e sextas, das 19h às 22h. Já a dançarina e cantora Ana Flor de Carvalho conduz a vivência corporal Corpo Caminho – Memória em Movimento, que ocorre no período de 9 de março a 25 de maio, às segundas-feiras, das 19h às 22h.

Os interessados, maiores de 18 anos, devem preencher formulário disponível na Bio da página da companhia no Instagram – @ciadetetroheliópolis. As aulas ocorrem na Casa de Teatro Mariajosé de Carvalho, sede da companhia, no bairro do Ipiranga, em São Paulo.

Estas ações integram o projeto Manutenção e Modernização Casa de Teatro Mariajosé de Carvalho – Sede da Companhia de Teatro Heliópolis, Contemplado no Edital Nº 38/2024 Fomento CULTSP PNAB Módulo I, Nº de Inscrição: 38/2024-1725.0501.7433, cujo objetivo é a manutenção das atividades do espaço pelo período de 18 meses. Toda a programação será divulgada oportunamente, e poderá ser acompanhada pelas redes sociais da Companhia.

Experimentos Afro Corpóreos – Diálogos com o Tempo – com Janette Santiago

A atividade se trata de uma aula de dança negra que parte de abordagens baseadas na investigação das corporeidades afro-diaspóricas para tecer um diálogo sensível entre o que fomos, o que somos e o espaço que ocupamos. A oficina é um convite para quem deseja pausar a pressa e mergulhar em uma escuta profunda de si. Não se trata apenas de aprender movimentos, mas de descobrir, no seu próprio ritmo, caminhos que despertem leveza, presença e curiosidade, construindo, na relação com o coletivo, um terreno seguro de aprendizagem e uma memória positiva do ‘fazer dançar’. Na travessia de dois encontros semanais, a dança nasce de um diálogo sensível e continuado entre corpo, memória e espaço. A voz e a escrita surgem como rastros graduais de registro, ajudando a sedimentar uma memória viva do processo.

Janette Santiago habita o entrelaço da dança, do teatro e da educação. Artista da cena e do corpo, é também educadora, manipuladora de bonecos e orientadora corporal. Sua pesquisa nasce das corporeidades afro-diaspóricas, onde pulsa memória, invenção e encontro. Fez parte do corpo docente da Escola de Dança de São Paulo, Escola Livre de Dança de Santo André e Escola Livre de Teatro de Santo André. Como orientadora corporal, colaborou com as companhias Os Crespos, Cia Heliópolis, Cia Livre de Teatro, Cia Quatro Ventos e outras. 

Sua atuação também se estende ao audiovisual, tendo participado da série Nós Negros (SescTV) e do videodança Sobretudo (exibido na Bienal Sesc de Dança de 2019). Integrou projetos como IC para Crianças (Itaú Cultural), Obìnrin – Corpo e Voz para Resistir e Experiências Negras (Instituto Tomie Ohtake). Ministrou vivências de dança e ações formativas nos espaços Instituto Criar, Fundação Casa, Sesc’s e Bloco Afro Ilú Obá de Min.

Corpo Caminho – Memória em Movimento – com Ana Flor de Carvalho

Esta vivência de corpo nasce da experiência de Ana Flor de Carvalho junto às comunidades tradicionais, em diálogo com a Análise do Movimento de Laban, e dos saberes compartilhados no fazer coletivo. A partir de brincadeiras cantadas, da capoeira, do bumba-meu-boi, do cacuriá e da dança do caroço, propõe uma escuta sensível do corpo em movimento, reconhecendo gestos que emergem do cotidiano, do trabalho, da festa e da relação com a terra. O percurso atravessa as movimentações naturais, investigando como o corpo se organiza, se adapta e se expressa quando cruza a natureza, o ritmo e a oralidade. A vivência articula princípios do Laban – esforço, espaço, tempo e fluência – com práticas tradicionais, ampliando a percepção do movimento como linguagem viva. Mais do que aprender formas, convida à experiência do corpo como território de memória, ancestralidade e criação, onde tradição e invenção se encontram em fluxo contínuo.

Formada em Letras pela USP, e pós-graduada em Culturas Populares e Tradicionais, poeta, compositora e intérprete, Ana Flor de Carvalho é filha da pesquisadora Daraína Pregnolatto e do mestre Tião Carvalho. Vivenciou diversas expressões e matrizes da cultura popular brasileira nos grupos Cupuaçu (SP) e Flor de Pequi (GO), assim tendo desde cedo atuação como educadora e hoje é formadora na área. Integrou, como cantora, a banda Zafenate, que tem projetos paralelos na educação de jovens da periferia e na agroecologia. Participou de shows e gravações de álbuns de artistas da MPB – Coco Raízes de Arcoverde, Zeca Baleiro, Tião Carvalho, Ana Maria Carvalho, Lia de Itamaracá, Vitoru e outros. Integra o coletivo Poesia Maloqueirista (que visa o diálogo popular, com identidade mambembe, com ações e publicações) e a banda Forró do Assaré (criada por mulheres, atuando na difusão de músicas e compositores do universo do forró). É capoeirista no Grupo Nzinga de Capoeira Angola e atriz no Grupo Xingó. Atuou no filme O Tronco (de João Batista de Andrade) e no espetáculo Territórios de Resistência, Narrativas em Disputa – Florestanias, Sertanias, Ribeirias (de Maria Thais). Depois do projeto solo Ana Flor em seu Jardim (músicas da América Latina e autorais), veio Pranto Terra (álbum lançado em 2025 com suas próprias canções e de amigos).

O projeto

Durante a execução do projeto Manutenção e Modernização Casa de Teatro Mariajosé de Carvalho serão desenvolvidas diversas atividades de formação, difusão e intercâmbios, todas oferecidas ao público de forma gratuita. O projeto também prevê a modernização do espaço com de aquisição de equipamentos de luz, som e vídeo e móveis, o que vai proporcionar melhorias nas condições técnicas assim como na acolhida do público.

As Oficinas de Formação – teatro, voz, produção teatral, corpo e dança afro – foram elaboradas com o propósito de oferecer aos participantes uma ampliação de seus repertórios e experiências artísticas. Também será realizada uma Oficina Formação Teatral em Escola Pública para alunos na EMEF Campos Salles, em Heliópolis.

A programação prevê ainda apresentação de espetáculos convidados conjugados a workshop ministrados por integrantes dos grupos, rodas de conversa para debater temas contemporâneos como as questões da negritude brasileira, a causa LGBTQI+ e o feminismo, entre outros, residência artística para grupos de teatro, uma publicação virtual com registros textuais e imagéticos dos participantes do projeto e uma curta temporada do espetáculo Cárcere ou Porque As Mulheres Viram Búfalos (texto de Dione Carlos e encenação de Miguel Rocha) com Desmontagem comentada sobre o percurso criativo que originou a obra, além de expor as provocações éticas e escolhas estéticas feitas no processo.

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